O que fazer perante um trauma dentário
Quando ocorre uma lesão na dentição decídua, os pais devem ser informados sobre possíveis complicações pulpares, formação de parúlide decorrente de fístula (aumento de volume externo, crescimento epitelial na superfície gengival, no qual termina a via de drenagem da fístula) e alteração de cor da coroa. Também é fundamental advertir os pais que o deslocamento do dente decíduo pode resultar em várias complicações graves nos dentes permanentes, incluindo hipoplasia de esmalte, hipocalcificação, dilacerações de coroa/raiz ou distúrbios de erupção.
O acompanhamento periódico dessas injúrias é essencial para o diagnóstico de complicações subsequentes ao trauma, tanto na dentição decídua como possíveis sequelas na dentição permanente.
A evidência clínica e radiográfica de sucesso é caracterizada pela presença de um dente assintomático, com sensibilidade positiva ao teste pulpar, ausência de mobilidade, ausência de patologia periapical e no qual a raiz continua a se desenvolver com rizogênese completa.
As condutas e os procedimentos descritos nesse artigo têm como objetivo aumentar o conhecimento de profissionais de saúde sobre os traumatismos dentários e melhorar a qualidade da orientação aos pais ou responsáveis diante dessas situações, para que não ocorra negligência no tratamento. Pode se acarretar em consequências a alteração de cor, mobilidade, alteração na arcada dentária, sintomatologia dolorosa, sensibilidade, reabsorções radiculares ou ósseas, necrose e perda do elemento dental, gerando dificuldades de convívio social, baixa estima das crianças e problemas de relacionamentos futuros, principalmente pela ausência do elemento dentário.



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